Relatos de uma estudante durante o período pandêmico

Luíza Ferreira Pontes

No final do ano de 2019, foi noticiado, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o alerta sobre diversos casos de pneumonia na cidade de Wuhan, na China. Tratava-se de uma nova variante de um vírus já existente, chamado Coronavírus. Pouco tempo depois, ele se tornava a principal causa de resfriado comum devido ao seu alto e avassalador índice de transmissão. Foi em 30 de janeiro de 2020 que a OMS declarou que o Coronavírus constituía um nível de emergência de saúde pública internacional. Foi logo após o período mais festivo do ano em nosso país, o Carnaval, que o vírus deu seus primeiros sinais. Assim, em 11 de março de 2020, a COVID-19 foi caracterizada, pela OMS, como uma pandemia, que se caracteriza por ser uma doença espalhada e presente em uma grande área geográfica.

As informações sobre a doença eram poucas, até então. Muitos acreditavam que ela nem chegaria ao Brasil, por isso, por alguns meses, vivemos normalmente. As aulas na UERJ tinham se iniciado no mês de março, e o meu terceiro período tinha começado. A primeira semana de aula foi diferente das demais. Alguns professores alertaram sobre os possíveis riscos de paralisação das aulas presenciais, sobre a importância do cuidado com a higienização dos lugares e das mãos, mas, a grande maioria das pessoas não imaginava o que estava por vir, inclusive eu. Além da faculdade, eu tinha dado início aos estágios de forma não-obrigatória. Lembro que estava com muita curiosidade e ansiedade para colocar um pouco do que eu aprendia em prática, e estava muito radiante com a ideia se concretizando. Infelizmente, essa alegria foi interrompida com o fechamento das escolas, universidades, comércios não essenciais e outros estabelecimentos, com o objetivo de dificultar a propagação da doença.

O insuficiente conhecimento científico sobre a realidade que estava sendo enfrentada e sua alta velocidade de disseminação, geraram incertezas sobre as melhores estratégias a serem seguidas, principalmente em um contexto de desigualdade, de crise sanitária e de descaso com a saúde pública. Em primeiro plano, foi instituído o isolamento conhecido como “lockdown” ou “quarentena”, que consistia em ficar em casa somente com as pessoas com quem residisse junto, saindo, somente, para serviços essenciais, como mercados, farmácias, hospitais, e, em alguns casos, para trabalhar. A maioria das empresas de grande porte funcionou em modelo home office, ou híbrido, cujos funcionários trabalhavam de suas casas ou iam presencialmente poucas vezes por semana, em quantidade pequena, a fim de preservar a saúde da equipe. Entretanto, alguns trabalhos permaneceram como eram antes da pandemia: presencialmente e com um número grande de profissionais atuando, e, mesmo com o medo e a insegurança, essas pessoas precisavam trabalhar para não perderem seus sustentos, como, particularmente, foi o caso dos meus pais.

A Educação também teve que se adaptar. As escolas e as universidades fecharam as portas e muitas aderiram, do dia para a noite, às aulas remotas. Na UERJ, esse processo foi mais demorado, em função da necessidade de pesquisas e estudos para prepararem um sistema novo capaz de acolher todo o corpo docente e discente da Universidade, sem prejudicar ou excluir. Por conta disso, ficamos sem estudar do mês de março até o mês de agosto do ano de 2020, o que gerou ansiedade, inseguranças e, por muitas vezes, desespero. 

A doença só se agravava; muitos casos graves, muitas mortes e a solução estava longe de chegar. No meu caso, o estudo fez falta por diversos motivos, principalmente, por ser uma fuga da dura realidade que estava sendo enfrentada. Por isso, realizei vários cursos on-line, na área de Pedagogia e em outras áreas. As melhores soluções para não enlouquecer com a saúde do país e com a economia que entrava em colapso eram se cuidar, ajudar o próximo e ocupar a cabeça, na medida do possível.

Em julho daquele ano, o novo calendário da UERJ saiu. Nele, constava um plano de estudos que tinha como prioridade a igualdade de acesso e de permanência. O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) possibilitou a volta aos estudos, e, mesmo com as inúmeras dificuldades apresentadas, a faculdade e seus representantes nos proporcionaram soluções viáveis, como as ajudas oferecidas de internet, aparelhos eletrônicos, como o tablet, e auxílios financeiros. Além disso, houve muita compreensão por parte dos professores, ou pelo menos da grande maioria, quando se tratava de aulas síncronas e atividades avaliativas. Isso porque, muitos de nós estávamos enfrentando situações de muita dor e sofrimento, com a perda de entes queridos e a dificuldade de concentração e foco no meio do caos. 

      A partir disso, novas rotinas foram formadas. Em uma reunião com a coordenação, foi indicado que não pegássemos muitas matérias para conseguirmos nos adaptar e construir as aprendizagens de forma tranquila e consciente. No meu caso, consegui conciliar as várias disciplinas puxadas. Estando em casa, todos os dias, realizei as matérias no turno da manhã e da noite, pois tinha o privilégio de estudar no meu quarto com privacidade e conforto, apesar de que a concentração e a disposição não eram como no modelo presencial. As aulas eram, em sua maioria, baseadas em textos e muitos fóruns, para termos alguma interação, o que tornou o dia a dia cansativo e monótono. Ademais, precisávamos contar com a colaboração de nossos parentes para mantermos um ambiente propício ao estudo.

      Aos poucos, o estímulo e a empolgação geradas na época do vestibular e no início da faculdade foram se perdendo e ficando cada vez mais distantes. Fazendo, agora, uma retrospectiva da época anterior à pandemia, posso dizer que só fui decidir o curso que eu iria me inscrever no último ano da escola. Após muitas dúvidas, ansiedade e nervosismo, decidi seguir o caminho da Educação e cursar Pedagogia, que sempre me encheu de orgulho, admiração e paixão pelo mundo infantil. O curso de licenciatura em Pedagogia, ao mesmo tempo em que forma professores, prepara pessoas capazes de compreender e colaborar com a melhoria da qualidade em que se desenvolve a educação na sociedade brasileira; forma, também, sujeitos envolvidos e compromissados com a ideia de transformação social, respeitando as individualidades e singularidades de cada um.

Preparei-me para o vestibular de maneira determinada e decidida: sabia que gostaria de estudar na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em especial pelo seu contexto, pela qualidade de formação que oferece, pelo valor de suas produções científicas, pelas centenas de projetos de extensão em desenvolvimento, pela promoção da cultura e pelos inúmeros serviços prestados à população. Assim, me preparei para a prova estudando sozinha em cursos on-line, refazendo provas antigas e muitas redações. Quando minha aprovação chegou fiquei muito realizada, feliz e orgulhosa de mim.

O dia que marcou o início da minha história na UERJ foi a reunião de boas-vindas realizada em fevereiro de 2019, apenas com o grupo de calouros, alguns veteranos e a coordenação pedagógica. A palestra, realizada pela professora e coordenadora Paula Cid, foi muito necessária e esclarecedora, pois conversamos sobre os anseios e desejos de trabalhar com a Educação em nosso país, sobre os conteúdos das disciplinas da graduação, e, por fim, sobre as oportunidades que a universidade pública oferece, como os diversos programas de extensão, cursos extras, eletivas variadas, oportunidades diversas, além de propiciar a convivência com pessoas múltiplas, de diferentes contextos sociais e culturais, com suas histórias, opiniões e singularidades, o que amplia nossas concepções de mundo e modifica pensamentos e atitudes.

A reunião foi responsável por gerar a minha primeira amizade no novo mundo da universidade, Sabryna Alves, que, inclusive, realiza essa disciplina também. Lembro que, a caminho da reunião, minha mãe disse que as amizades que ela carregou para toda vida foram feitas nos primeiros dias de aula, e eu não acreditei. Contudo, Sabryna foi quem se sentou ao meu lado durante aquele encontro, esteve comigo nos primeiros momentos vividos na UERJ, como no trote, por exemplo, que colocou em evidência a nossa vitória no vestibular. As dinâmicas, os momentos e as histórias partilhadas estreitaram nosso laço para, hoje, sermos apoio e ombro amigo uma da outra, não somente com as questões voltadas ao estudo, mas, sim, da vida, e, por isso, sou extremamente grata. O primeiro dia de aula também me trouxe a amizade da Yasmin Jansen, que cursa essa PPP. Nossa vontade de iniciar os estudos fez com que somente nós duas comparecêssemos à primeira aula, já que todo o restante da turma ainda vivia a semana de trotes, e foi assim que nossa amizade começou. Posso dizer que foi um reencontro de almas, já que em tão pouco tempo parecia que nos conhecíamos há muitos anos, de forma que nos compreendêssemos apenas com o olhar. Quatro anos se passaram desde nosso primeiro período e, hoje, somos um trio que se ajuda em primeiro lugar, escuta, acolhe, apoia e incentiva. Graças à amizade delas eu não desisti dos estudos durante a pandemia, que resultou na perda do meu pai, que era mais do que tudo; era o meu melhor amigo e a base do meu lar.

Os primeiros períodos, vividos no ano de 2019, foram os únicos presenciais no meu percurso da faculdade. Na minha opinião, eles foram os melhores: mais vividos e mais ricos. Mesmo me levantando às 5 horas da manhã para pegar o metrô, conhecemos professores ímpares, fenomenais, de características únicas e que nos agregaram histórias e experiências. Ao pensar no período anterior à pandemia, destaco algumas disciplinas que fazem parte da maioria das minhas memórias, como Psicologia do Desenvolvimento, com a professora Regiane Sbroion, Infância e Políticas da Educação Infantil, com o professor Aristeo Filho, Educação Inclusiva e Língua Brasileira de Sinais, com a professora Mariana Gonçalves, e Avaliação em Educação, com a professora Virgínia Cecília. 

Ressalto que na primeira – e última – semana presencial em março tivemos uma reunião sobre a matéria “Pesquisa e Práticas Pedagógicas”. Era fundamental que pegássemos no terceiro período, pois ela seguiria por quatro períodos. No encontro, foram apresentados os temas e os conteúdos que seriam abordados, assim como as professoras responsáveis por cada disciplina. As representantes pela disciplina “Pesquisas e Práticas Pedagógicas: Estudos Aplicados” resumiram que trabalharíamos acerca de biografias e viagens, o que me chamou muita atenção. Ao me inscrever no Aluno Online, essa matéria foi minha primeira opção, assim como de minhas amigas mais próximas.

No primeiro semestre, tratamos das primeiras experiências e impressões sobre o assunto que era a pauta do momento: a pandemia da COVID-19 e seu impacto na vida das pessoas e na educação. Após muitas aulas síncronas e assíncronas, por meio de textos e filmes, debatemos muitas histórias, vivências e, por vezes, demos força uns aos outros. Como trabalho final, produzimos um jornal que intitulei “Era de Readaptações do Ensino”. Nele, foram mencionados fatos sobre a real situação do mundo, como os 1,5 bilhão de estudantes que ficaram fora de escola em mais de 160 países, segundo relatório do Banco Mundial. As medidas tomadas por alguns países, como o Brasil, que adotou o fechamento total de escolas e, consequentemente, universidades, deram início a uma nova era: a era do ensino a distância. A consequência sofrida por professores, alunos e outros agentes fundamentais no processo de ensino aprendizagem foi ter que atuar diante de um contexto inusitado, buscando alternativas para preservar o direito à educação. Esse trabalho será guardado como recordação, pois marcou uma era de muitas dúvidas, incertezas e transformações. Todavia, como Albert Einstein diz, “a mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”.

No segundo período da PPP, estudamos o conceito de biografia e sua importância. Inclusive, escolhi estudar a biografia de Hebe Camargo. Além de ter sido muito interessante conhecer a história de uma mulher considerada a Dama e Rainha da TV, uma mulher à frente de seu tempo e exemplo de força, persistência, superação e empoderamento feminino, foi enriquecedor conhecer e aprofundar discussões sobre o gênero biografia. A partir desse trabalho, pudemos desfrutar de várias histórias de ídolos, artistas e políticos brasileiros.

No terceiro semestre, tivemos a atividade considerada por mim e por muitas da turma como a mais enriquecedora. Trata-se da realização de uma coletânea de encontros virtuais (lives), denominada Café Biográfico, oferecido pelo ProPEd em conjunto com a UERJ, o que nos trouxe diferentes aprendizagens, através de palestras, encontros e conversas sobre temas plurais. Para a conclusão do semestre, foi designado que escolhêssemos uma aula em específico que tenha nos despertado a atenção e fizéssemos uma resenha sobre ela, destacando pontos que considerássemos interessantes. A aula escolhida por mim foi “Mulheres, Vida e Educação”. A mediação foi feita por Jussara Pimenta (UNIR) e a mesa contou com as falas das professoras Heloisa Helena (ISERJ-UERJ), Ana Cristina Francisco (UERJ) e Daiane Tavares (UERJ).

Lembro que a professora Heloisa Helena destacou a invisibilidade de mulheres não incorporadas em meadas historiográficas. Em seguida, Ana Cristina abordou a vida e a importância da Condessa de Barral, destacando sua trajetória como preceptora. Destaco a fala da professora Daiane Tavares, que apresentou um jornal chamado “Só isso” que foi desenvolvido em uma penitenciária entre 2004 e 2008 pelas mulheres do sistema prisional brasileiro que buscavam um novo destino através da escrita. Foi extremamente necessário e motivador entender um pouco mais sobre a rotulagem patriarcal e machista presente nos presídios femininos, como, por exemplo, a desigualdade. Penso que o tema é fundamental para a nossa formação como professoras.

Por fim, mas não menos importante, no último período de PPP foi solicitado que construíssemos um relatório que abordasse o caminho percorrido. Ao escrever o trabalho, confesso que alguns “flashbacks” surgiram em minha mente. Foi prazeroso lembrar da realização pessoal que foi passar no vestibular e ingressar no meu curso e na minha faculdade dos sonhos, assim como das primeiras experiências vividas na imensidão que é a UERJ. Em contrapartida, as tristezas e as incertezas vividas durante o período pandêmico me trouxeram gatilhos emocionais difíceis de serem lidados. Durante esse período, tive muitas perdas importantes, que até hoje marcam meu caminho. Destaco a morte do meu pai, um homem de cinquenta anos, sem nenhum problema de saúde, que não bebia, não fumava e se cuidava, o que prova que esse vírus não escolhe e é deveras traiçoeiro.

De todo modo, foi muito importante relembrar nossos passos e nossa trajetória para chegarmos até o momento de conclusão da PPP e, futuramente, até a formatura da faculdade. Sei que sentiremos orgulho de nossas pequenas vitórias e das marcas deixadas. Foi um prazer ter trabalhado, dividido conhecimentos e vivido diversas experiências com a professora Ana Chrystina.

Quando penso no futuro na condição de profissional da Pedagogia, penso na área da Educação Especial, isso porque, como incluir é integrar, abranger todos, sem exceção, é de suma importância o aprofundamento nesse âmbito. A partir dos estudos na área nós, profissionais da Educação, somos capazes de aprender sobre diversas necessidades especiais e a como lidar com elas da melhor forma, fazendo com que todos os alunos se sintam acolhidos e se desenvolvam juntos. A disciplina entende que cada aluno possui particularidades e elas não devem ser vistas como problemas.

O processo de inclusão está diretamente ligado à qualificação dos professores, à adaptação da infraestrutura da instituição de ensino e à utilização de equipamentos e recursos necessários para efetuar a acessibilidade. A educação inclusiva afirma que todos possuem o direito de estudar nas mesmas escolas, com a mesma oportunidade de acesso, permanência e desenvolvimento, compreendendo o outro como um ser único e singular. Contudo, a inclusão implica em uma série de mudanças: os currículos devem ser alterados e atualizados, a formação dos professores deve ser especializada e continuada e deve haver intérpretes e tradutores, para não haver exclusão. Todo o corpo escolar deve atuar em parceria para o progresso da inclusão.

Muitos progressos já aconteceram, mas é um caminho que ainda deve ser trabalhado, uma vez que as políticas públicas devem atender à necessidade de acessibilidade física, de comunicação e de informação, ainda que na realidade não seja bem assim. Por esses e outros motivos é uma área que tenho vontade de me especializar para, de alguma forma, auxiliar nessa mudança necessária.

Com a oportunidade concedida pela UERJ, pude participar do Projeto de Iniciação à Docência – PIBID, cuja ênfase recaiu na aprendizagem de crianças público-alvo da educação especial, o que me fez ter mais certeza de que essa é a área que me mobiliza e me motiva. A professora Edicléa Mascarenhas foi a coordenadora do projeto, e, a partir de seus artigos, consegui aprender e aprofundar temas de muita importância, como, por exemplo, o processo de ensino e aprendizagem de educandos com deficiência intelectual. Estudamos, ainda, concepções históricas acerca da deficiência mental, denominada, hoje, deficiência intelectual; a relevância de se trabalhar com as noções de competências, capacidades e habilidades adaptativas juntamente com os conceitos preestabelecidos; e o processo de inclusão de educandos com deficiências nas classes comuns, assim como as melhores estratégias para essa condição.

Importa salientar alguns teóricos que me despertam curiosidade e vontade de aprender cada vez mais. Jean Piaget e sua teoria educacional foi de extrema importância para que se pudesse chegar ao conceito de Educação Especial e seus avanços no processo educacional brasileiro. Segundo a Epistemologia Genética, é possível afirmar que todo indivíduo da espécie humana nasce com a capacidade para desenvolver raciocínio lógico. Entretanto, é necessário percorrer as fases do desenvolvimento cognitivo, que envolve a passagem do indivíduo por quatro períodos, vivenciados necessariamente em sequência, conforme determinação biológica. A interação social é fundamental para que o sujeito construa seu conhecimento, enfrentando desafios propostos pelo meio social e ambiental. 

Vigotsky, por sua vez, defende que o desenvolvimento se fundamenta nas relações do indivíduo com o meio, porque, através disso, o sujeito internaliza informações, criando, assim, os processos psicológicos superiores (capacidade de planejar, imaginar, memorizar). É um desenvolvimento histórico, pois cada indivíduo se desenvolve e aprende segundo aos acontecimentos históricos que estão acontecendo em sua volta. Além disso, os processos psicológicos elementares possuem origem biológica: são as reações automáticas que as crianças pequenas têm, não necessitam de formulações do pensamento, pois são ações reflexivas controladas pelo meio.

Emilia Ferreiro, outrossim, acredita que a criança tem papel ativo no aprendizado. A principal implicação dessa conclusão para a prática escolar é transferir o foco da escola –  e da alfabetização, em particular – para o conteúdo ensinado para o sujeito que aprende, ou seja, o aluno. O princípio de que o processo de conhecimento por parte da criança deva ser gradual corresponde aos mecanismos defendidos por Piaget, segundo os quais cada salto cognitivo depende da assimilação e da reacomodação dos esquemas internos, que, necessariamente, levam tempo. É por conta desses esquemas internos, e não de, simplesmente, repetirem o que ouvem, que as crianças interpretam o ensino recebido.

Por fim, ressalto a importância das professoras da UERJ de disciplinas que tenham relação com a Educação Especial, como a Rosana Glat, a Mariana Gonçalves, a Carolina e os demais professores que despertaram essa vontade em mim. Elas foram as responsáveis por me ensinarem conteúdos imprescindíveis para ser uma boa educadora, que, além de ensinar matérias, com um olhar sensível, respeitará as individualidades e os diferentes contextos sociais, com vistas ao acolhimento de todos. Para finalizar, reforço que a disciplina de PPP me ensinou muito, sobretudo a construir trabalhos significativos carregados de histórias e aprendizagens.

Participação na live do Café Biográfico