2025
DAISE SILVA DOS SANTOS
VIDA ALÉM-FRONTEIRAS: GUSTAVO LESSA EM PROL DA CIRCULAÇÃO E APROPRIAÇÃO DE MODELOS PEDAGÓGICOS (1923-1962)
JACQUELINE DE ALBUQUERQUE VARELLA
PELAS PÁGINAS DA REVISTA A ESCOLA PRIMÁRIA: CIRCULAÇÃO DE MODELOS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA ESCRITA DE EDUCADORAS ESCOLANOVISTAS
ROSANA GOMES DOS SANTOS ROCHA
BORDAR E GUARDAR: O IMAGINÁRIO FEMININO NA COLEÇÃO NINA SARGAÇO
2024
EVELINE VITERBO GOMES
LIÇÕES DE DEMOCRACIA E FÉ: DIMENSÕES PEDAGÓGICAS DA CORRESPONDÊNCIA DE SOBRAL PINTO
O presente estudo explora a correspondência de Heráclito Fontoura Sobral Pinto como espaço de atuação e desenvolvimento pessoal enquanto advogado e intelectual católico. O principal objetivo é analisar como Sobral Pinto utilizou palavras e ações expressas em sua troca epistolar, especialmente nos livros Lições de liberdade, de 1977, e Por que defendo os comunistas, 1979, para influenciar o cenário político e social do Brasil. Dessa forma, a pesquisa se dedica e perscrutar a intensa troca de missivas entre Sobral Pinto, Henrique José Hargreaves e Alceu Amoroso Lima, amigos com os quais compartilhou tudo de bom e ruim que acontecia em sua vida. Ao desenvolver esta Tese, inicialmente, busco compreender as bases sobre as quais o advogado e intelectual construiu sua imagem pública e profissional, dessa forma ressalto sua trajetória intelectual, explorando as adesões e tensões que ele experimentou em variados espaços sociais. Em seguida, priorizo cartas inéditas que revelam fragilidades, desentendimentos e afastamentos de Sobral Pinto, decorrentes de divergências de opiniões e conflitos de personalidade. Então, investigo a importância dos laços de amizade na formação de Sobral Pinto como intelectual, explorando como essas relações moldaram suas ações e pensamentos por meio de correspondências ativas e passivas trocadas com figuras centrais como Hargreaves, visando entender o papel dessas interações em sua vida e carreira. Finalmente, dedico-me a examinar as práticas educativas dele no espaço universitário e em outros fóruns públicos, onde atuou como professor e conferencista para entender como ele usou essas plataformas para influenciar e moldar os valores da juventude católica e o pensamento social. Dessa forma, pretendo contribuir para uma compreensão mais diversificada acerca de como Sobral Pinto usou a escrita epistolar não apenas como forma de comunicação, mas como uma ferramenta estratégica para moldar a política, a educação e a sociedade. Este estudo ressalta a relevância das cartas inéditas de Sobral Pinto como fonte valiosa, ilustrando como suas interações com amigos próximos foram essenciais para seu desenvolvimento como advogado e educador e a elaboração das lições de democracia e fé lembradas ainda hoje.
LIGIA BAHIA DE MENDONÇA
EDIFICAR E INSTRUIR: MISSÕES JESUÍTICAS NAS CARTAS DE PADRE RAPHAEL MARIA GALANTI NA WOODSTOCK LETTERS (1880-1910)
PATRICIA AMARAL SIQUEIRA
TRAGÉDIA CARIOCA: SUJEITOS, POLÍTICAS E EMBATES SOBRE O ABANDONO DE MENORES (FUNABEM – DÉCADA DE 1960 E 1970)
Estudo sobre as políticas públicas desenvolvidas no Rio de Janeiro para menores abandonados durante as décadas de 1960 e 1970. Trata-se de compreender um pouco mais sobre o atendimento e assistência ao menor através da história da Fundação Nacional do BemEstar do Menor (FUNABEM). A pesquisa parte do assassinato do primogênito de um importante jornalista e intelectual brasileiro, Odylo Costa, filho. O rapaz conhecido como Odylinho foi assassinado por um menor em Santa Teresa. O crime motivou o jornalista a iniciar um movimento pela imprensa à época, que acabou resultando na formação de uma comissão, em 1963, que criou o anteprojeto de uma das instituições mais conhecidas no país: a FUNABEM. No estudo, foram utilizadas fontes diversas como, por exemplo, os livros publicados pela Câmara dos Deputados e pela Fundação após a realização da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Menor, os impressos Jornal do Brasil e a Revista Brasil Jovem, os prontuários dos alunos da Escola XV de Novembro e entrevistas semiestruturadas com questões abertas de um grupo de ex-internas, permitindo a livre narrativa da entrevistada sobre sua história no centropiloto da FUNABEM. As entrevistadas foram informadas do objetivo do trabalho e consentiram por escrito com a utilização do material. A pesquisa recuperou a presença de Odylo Costa, filho na história da Fundação. Também apresentou a versão das exinternas sobre o trabalho da FUNABEM e apontou as questões de gênero presentes na educação desse tipo de instituição, principalmente, no âmbito da formação profissional. A pesquisa analisou a influência da imprensa na elaboração e realização das políticas públicas para os menores no Brasil e observou que a CPI do Menor teve mais um caráter político do que investigativo. Palavras-chave: Menores abandonados. Ex-alunas da FUNABEM. Odylo Costa Filho. CPI do Menor.
2023
ANDRE LUIZ VENANCIO JUNIOR
VIAJAR, OBSERVAR E PROPOR: BERTHA LUTZ NA CIRCULAÇÃO DE MODELOS INTERNACIONAIS DE ECONOMIA DOMÉSTICA AGRÍCOLA (1922-1937)
2022
PRISCILA DE ARAUJO GARCEZ
“O QUE TEM O DOM DO ENSINO, BUSQUE APERFEIÇOÁ-LO”: CIRCULAÇÃO DE SUJEITOS, MODELOS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA PREPARAÇÃO DOS PROFESSORES PROTESTANTES DAS ESCOLAS DOMINICAIS (1915-1949)
A Escola Dominical integrou parte considerável da agenda protestante, com vistas a um projeto civilizador que buscou concorrer com a Igreja Católica e alcançar uma hegemonia no campo religioso, em especial, no Brasil, por meio de um trabalho de cooperação interdenominacional. O projeto de preparação de professores das escolas Dominicais englobou viagens para participação em congressos, organização de classes normais protestantes para instrumentalizar os professores leigos das igrejas e a imprensa como espaço educativo. Nesse sentido, esta pesquisa tem como objetivo interpretar os sujeitos em seus deslocamentos físicos e de ideias, os modelos e as práticas pedagógicas que circularam no meio protestante em relação com a preparação de professores entre os anos de 1915 e 1949. Quanto aos congressos, serão analisadas a III Convenção Nacional de Escolas Dominicais de 1915 e a XI Convenção Mundial de Escolas Dominicais de 1932, ambas sediadas na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Estes dois eventos contaram com a presença de viajantes estrangeiros e brasileiros que se debruçaram sobre questões atinentes ao estudo de métodos e modelos pedagógicos nas igrejas. Para participação na III Convenção, 250 viajantes norte-americanos lançaram-se a bordo do navio Krooland, em uma travessia marcada por especificidades geopolíticas. No Rio de Janeiro, desembarcaram em uma capital que buscava civilizar-se nos moldes republicanos. Na XI Convenção de 1932, é possível identificar sujeitos que tiveram uma atuação muito especificada no projeto de preparação de professores, entre eles: Hugh Clarence Tucker, Erasmo de Carvalho Braga, Alexander Telford, Eduardo Moreira e Henriqueta Rosa Fernandes Braga, à exceção de Margaret Slattery, que não participou do evento, mas integrou a mesma geração destes intelectuais. Quanto às classes normais, os professores leigos das Escolas Dominicais contaram com uma preparação inicial expressa por meio de dois manuais que se constituíram em instâncias específicas de práticas pedagógicas e de textos com formas de interpretação direcionadas a um determinado público leitor. Por sua vez, na imprensa protestante, as seções fixas da Escola Dominical, direcionadas também aos docentes das igrejas, versam sobre modelos para as classes e sobre aspectos pedagógicos do trabalho desenvolvido em âmbito eclesial. Por meio de discursos autorizados e simbólicos, as representações de professor ideal se fizeram presentes nos jornais, bem como os aspectos das conjunturas política, educacional, econômica, cultural e religiosa do período que deram o tom de condução do projeto de preparação de professores no Brasil. O início de declínio do projeto civilizador protestante esteve relacionado aos acontecimentos vivenciados no Brasil e no mundo que influenciaram no trabalho de cooperação protestante, ocasionando o enfraquecimento do projeto de preparação de professores, outrora mais sistematizado e orgânico. Ao final da década de 1940, a preparação esteve mais voltada ao plano individual dos professores, diante das novas normas que passaram a reger o campo religioso e educacional brasileiro naquele momento.
SELMA BARBOZA PERDOMO
PELAS MEMÓRIAS DE UM PIONEIRO: A TRAJETÓRIA DE WALDIR DOS SANTOS COSTA NA HISTÓRIA DA PSICOLOGIA NO AMAZONAS
Nesta investigação, a compreensão da trajetória de Waldir dos Santos Costa passou pelas instituições que contribuíram para sua formação como psicólogo e por seus espaços de atuação, ao implantar os primeiros serviços de Psicologia do Amazonas e se dedicar a favor da regulamentação da profissão neste estado, durante o período de 1973 a 2018, enquanto assumiu a gestão de instituições, exerceu o magistério e liderou movimentos associativos. Trata-se de um estudo biográfico, do qual as narrativas deste sujeito e de sua rede de sociabilidade foram fontes privilegiadas de pesquisa. Para interrogar os depoimentos e documentos garimpados em arquivos pessoais e várias instituições de guarda, buscamos pistas de sua presença profissional, acadêmica e de organização dos psicólogos da cidade de Manaus. Munidos deste material, recorremos a Halbwachs (2003), Bosi (2004) e Kotre (1997), por suas contribuições à compreensão da memória; Bourdieu (2006, 2010) e Certeau (2017), com o entendimento da construção de um campo de atuação e da história; Sirinelli (2006), em relação à concepção de geração; Alberti (2013, 2019), para a apreensão das narrativas, dentre outros autores. A arquitetura da tese contempla cinco capítulos, em que são interpretados dos aspectos de sua formação ao legado deixado por Waldir dos Santos Costa em sua rede de sociabilidade intelectual. O presente trabalho pretende contribuir para a preservação da memória deste protagonista e, sobretudo, para o conhecimento da história da Psicologia no Amazonas, ainda insuficiente em sua historiografia, que tem priorizado outros temas, objetos e regiões do país.
SHAYENNE SCHNEIDER SILVA
EM TERRAS ALHEIAS: A VIAGEM DE JOÃO RIBEIRO À ALEMANHA COMO ESTRATÉGIA DE LEGITIMAÇÃO NA EDUCAÇÃO (1895-1897)
Em terras alheias: a viagem de João Ribeiro à Alemanha como estratégia de legitimação na educação (1895-1897).2022. 301f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2022. Interpretar os modos como João Batista Ribeiro de Andrade Fernandes (1860, SE – 1934, RJ) deu visibilidade à sua viagem comissionada à Alemanha como uma estratégia de legitimação na educação, é o objetivo da presente investigação. Na recém proclamada República, o professor partiu a Berlim, para estudar as características da instrução pública germânica, visitando também outras cidades, bem como a França, Inglaterra e Itália, permanecendo em terras distantes de 1895 até 1897. Dividida em quatro capítulos, no primeiro, investiguei o capital cultural do viajante, na perspectiva de Bourdieu (2017), o que implica em considerar sua atuação na imprensa e sua experiência docente anterior à viagem – a participação no concurso para Diretor da Instrução Pública de Minas Gerais e seu ingresso no Ginásio Nacional, ambos em 1890 –, procurando pensar sobre como o professor concebia a educação e o processo de escolarização antes de sua partida. Já no segundo capítulo abordei a viagem a partir da análise de suas impressões da travessia intituladas “Da Allemanha”, publicadas no periódico O Commercio de São Paulo. Precisei entrecruzar tais fontes com as cartas pessoais trocadas com alguns sujeitos que compunham sua rede de sociabilidade, na concepção de Sirinelli (2013), como também com a publicação de uma recente revista científico-literária, O Novo Mundo, que contaria com a direção da redação deste viajante. No terceiro capítulo adentrei ao período em que foi nomeado como representante do Brasil incumbido de participar da Conferência Internacional de Londres, produzindo uma bibliografia manuscrita e alfabética de periódicos alemães que tinha por tema o nosso país, intitulada “Publicações alemãs sobre o Brasil (1890–1898)”. Certamente, essa fora uma estratégia adotada pelo viajante para continuar em solo europeu, o que só conseguira devido a sua extensa rede de sociabilidade acionada. Finalizo com o quarto capítulo, no qual me propus a refletir sobre os desdobramentos da viagem de João Ribeiro, isto é, como ele se utilizou da mesma para adentrar a Academia Brasileira de Letras, um ano após o seu retorno ao Brasil. Cotejei a sua produção bibliográfica entrecruzando com os registros produzidos durante a sua travessia e com o relatório publicado por Said Ali, professor de alemão do mesmo ginásio que João Ribeiro lecionava, que também esteve em comissão em Berlim no mesmo período do professor viajante. Refleti, então, como a primeira viagem foi essencial para refazer antigos e novos trajetos de viagem à Europa e como a historiografia considera que esse viajante tenha se beneficiado dessa primeira viagem para rever a escrita da história. Com isso, a presente investigação pretendeu ampliar a compreensão da circulação dos saberes científicos alemães no Brasil a partir da viagem desse professor brasileiro, visto que a historiografia da educação tem privilegiado as marcas suíças, belgas, francesas, norte-americanas e portuguesas na educação brasileira. Palavras-chave: João Ribeiro. Viagem à Alemanha. Escritas de Viagem. Primeira República. Manuais de História.
2020
LEILA DE MACEDO
VARELA BLANCO
TRAVESSIAS E ANCORADOUROS: VIAGENS DE SARAH COUTO CESAR E A CONSTITUIÇÃO DO CAMPO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL BRASILEIRA
2019
PATRICIA AMARAL SIQUEIRA
TRAGÉDIA CARIOCA: SUJEITOS, POLÍTICAS E EMBATES SOBRE O ABANDONO DE MENORES (FUNABEM – DÉCADA DE 1960 E 1970)
Estudo sobre as políticas públicas desenvolvidas no Rio de Janeiro para menores abandonados durante as décadas de 1960 e 1970. Trata-se de compreender um pouco mais sobre o atendimento e assistência ao menor através da história da Fundação Nacional do BemEstar do Menor (FUNABEM). A pesquisa parte do assassinato do primogênito de um importante jornalista e intelectual brasileiro, Odylo Costa, filho. O rapaz conhecido como Odylinho foi assassinado por um menor em Santa Teresa. O crime motivou o jornalista a iniciar um movimento pela imprensa à época, que acabou resultando na formação de uma comissão, em 1963, que criou o anteprojeto de uma das instituições mais conhecidas no país: a FUNABEM. No estudo, foram utilizadas fontes diversas como, por exemplo, os livros publicados pela Câmara dos Deputados e pela Fundação após a realização da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Menor, os impressos Jornal do Brasil e a Revista Brasil Jovem, os prontuários dos alunos da Escola XV de Novembro e entrevistas semiestruturadas com questões abertas de um grupo de ex-internas, permitindo a livre narrativa da entrevistada sobre sua história no centropiloto da FUNABEM. As entrevistadas foram informadas do objetivo do trabalho e consentiram por escrito com a utilização do material. A pesquisa recuperou a presença de Odylo Costa, filho na história da Fundação. Também apresentou a versão das exinternas sobre o trabalho da FUNABEM e apontou as questões de gênero presentes na educação desse tipo de instituição, principalmente, no âmbito da formação profissional. A pesquisa analisou a influência da imprensa na elaboração e realização das políticas públicas para os menores no Brasil e observou que a CPI do Menor teve mais um caráter político do que investigativo.
2018
ADRIANA
VALENTIM
BEAKLINI
DA ESCOLA NAS OFICINAS À OFICINA COMO ESCOLA: SUJEITOS, CIRCULAÇÃO E APROPRIAÇÃO DE MODELOS DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NA ESTRADA DE FERRO D. PEDRO II (1882-1906)
Analisar o processo de consolidação da educação profissional na Estrada de Ferro D. Pedro II, entre os anos de 1882 a 1906, através da implantação da Escola de Primeiras Letras e da Escola Prática de Aprendizes, criadas nas oficinas da empresa, no bairro do Engenho de Dentro, na cidade do Rio de Janeiro é o objetivo desta pesquisa. A investigação se detém no período temporal de transição do regime político da Monarquia para a República que contemplou transformações significativas na sociedade brasileira (abolição da escravidão, novas tecnologias, preocupação na formação e organização de trabalhadores, além da crescente industrialização) e na educação, com diferentes propostas e modelos para a formação profissional. Percorre a investigação, entre silêncios e esquecimentos, a lacuna historiográfica sobre a educação profissional ferroviária nas oficinas do Engenho de Dentro, discutindo possíveis razões deste silenciamento pela pouca preservação da documentação da empresa e de interpretações históricas conflitantes. Tais dificuldades motivaram a escolha metodológica de transitar por diversas áreas de conhecimento, mas principalmente perseguir o tema através dos sujeitos que construíram suas vidas e trajetórias profissionais junto aos trilhos desta ferrovia. Presentes na criação, consolidação ou reformulação das escolas na estrada de ferro, permitiram percorrer a história do processo de implantação destas instituições escolares, são eles: Francisco Pereira Passos, duas vezes diretor da ferrovia; Maria Amélia Jacobina, professora da escola de primeiras letras; e José Joaquim da Silva Freire, subdiretor da Locomoção e promotor da reformulação da Escola Prática de Aprendizes.
LIGIA BAHIA DE MENDONÇA
EDIFICAR E INSTRUIR: MISSÕES JESUÍTICAS NAS CARTAS DE PADRE RAPHAEL MARIA GALANTI NA WOODSTOCK LETTERS (1880-1910).
2017
DAIANE DE
OLIVEIRA TAVARES
POR UMA PENITENCIÁRIA DE PORTAS ABERTAS: PRODUÇÃO, CIRCULAÇÃO E RECEPÇÃO DO DISCURSO HUMANIZADOR DE VICTÓRIO CANEPPA NA REVISTA A ESTRÊLA (1951-1955)
A presente tese, utilizando como objeto/fonte de pesquisa a revista A Estrêla: Órgão da Penitenciária Central do Distrito Federal, iniciativa do Capitão Victório Caneppa, busca refletir sobre os discursos nela veiculados que trazem à tona as práticas de uma unidade prisional, de um gestor, e das políticas formuladas para o sistema penitenciário brasileiro na primeira metade da década de 1950. Sendo assim, pretendo revelar nuances, por meio da revista estudada, dessa Penitenciária que pretendia romper grades, se tornar visível ao mundo extramuros, e se inserir em uma proposta de cárcere humanizado. Para tanto, situo a presente pesquisa no entrecruzamento da História das Prisões, História da Cultura Escrita e História da Educação. Por outro lado, reflito acerca das vicissitudes do encarceramento na década de 1950, percebendo a escrita como uma prática cultural, uma forma de veicular ideias, um suporte para a memória e um sistema de representações que possuem especificidades. As páginas do periódico conduzem a olhar para o período em questão a partir de seus sujeitos, privados ou não de liberdade, seus eventos, seus embates, suas práticas e políticas. Sendo Victório Caneppa o editor e idealizador da revista aqui estudada, interpreto os usos do impresso feitos por esse sujeito e como este trazia uma representação de si e da penitenciária que dirigia, buscando legitimar- se. O gestor divulgava no periódico seus feitos, viagens e fazia circular os temas em voga no momento, tornando-se um interlocutor privilegiado a partir de suas experiências no país e no exterior, o que permitia avaliar, comparar e prescrever políticas para as prisões brasileiras. Nesse sentido, interpretar as ideias e modelos veiculados em A Estrêla revela parte de em um período histórico pouco estudado em âmbito acadêmico e que ajuda a refletir acerca da recorrente busca pela humanização da pena, das dificuldades e poucos avanços conquistados no âmbito da reforma que o regime prisional brasileiro exige.
SARA RAPHAELA
MACHADO DE AMORIM
VIAGEM COMO MISSÃO: INTERCÂMBIO PEDAGÓGICO DO EDUCADOR NESTOR DOS SANTOS LIMA (1913-1923)
Analisar a viagem pedagógica de Nestor dos Santos Lima é o objetivo deste trabalho. Comissionado oficialmente como representante do Rio Grande do Norte, em 1923 lançou-se a conhecer o ensino nos centros de maior desenvolvimento do Brasil, da Argentina e do Uruguai. O deslocamento possibilitou ao educador observar e escrever sobre os princípios e métodos das práticas desenvolvidas nas instituições de ensino normal, profissional e primário. Os conhecimentos adquiridos foram organizados no seu relatório, onde expressa as relações estabelecidas, suas impressões e recomendações para a educação norte-rio-grandense. Enquanto escolhido para esta missão, se legitima no meio intelectual ao passo que amplia suas redes, relações políticas e conhecimentos, obtendo o passaporte para a ocupação de novos espaços. Quando regressou ao estado, criou e ocupou a direção do Departamento de Educação, onde se tornou responsável pela produção dos regimentos e relatórios que reorganizariam o ensino estadual, por meio de atividades como a inspeção escolar. Para esta investigação, utilizo como fonte principal o relatório de viagem Da Organização do Ensino Normal, Profissional e Primário no sul do Brasil e no Rio da Prata (1923) em diálogo com outros documentos do período, como o jornal A República (1923) e a revista Pedagogium (1923), localizados no acervo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte/IHGRN. Não somente o relatório de viagem, mas também livros, cartilhas e demais materiais didáticos acompanharam o viajante em seu regresso. A análise do percurso empreendido por Nestor Lima e suas contribuições me possibilita percorrer, por meio de sua escrita, os fatores múltiplos que o inseriram na condição de professor viajante, assim como as instituições que visitou. Sujeito que deixa rastros de si no que se propôs a produzir, representa a realidade educacional dos anos iniciais do século XX, dentre as práticas e progressos almejados para o ensino, num contexto de modernização social e formação do cidadão republicano no Rio Grande do Norte.
2016
KÁTIA MARIA
SOARES
PELOS NARRADORES DA SOLIDÃO: MARCAS DO INTEGRALISMO NAS MEMÓRIAS SOBRE A EDUCADORA AURÉLIA DE SOUZA BRAGA (BELFORD ROXO, 1930-1945)
Esta tese tem por principal objetivo investigar as produções infantis na internet, buscando focar as possibilidades de autoria das crianças na cibercultura, seja através de blogs, grupos da rede social Facebook, vídeos no Youtube, perfis como produtoras de conteúdo digital e coautoras de informação e conhecimento. Contextualizando a pesquisa, aponto a chegada até o tema e dialogo com conceitos de infância, cibercultura, criação e autoria, e também com dados oficiais de pesquisas que ajudam a mapear os usos da internet pelas crianças no contexto brasileiro. Para apresentar as crianças e suas formas de autoria na web 2.0, foi preciso inovar na metodologia de pesquisa e passar a seguir online meus interlocutores em suas redes na cibercultura. Da pesquisa de campo, foi possível perceber, dentre outras coisas, que a fluidez característica da cibercultura também se destacava nas formas de uso de meus interlocutores: as crianças criavam perfis em diversas redes sociais a medida em que surgia uma novidade. Por isso, a metodologia de pesquisa foi baseada em seguir as crianças nos perscursos que construíam online: o objetivo era acompanha-las onde estivessem, independente da interface ou do software social utilizado. Dentre as conclusões, destaca-se a que nos mostra a possibilidade de horizontalidade permitida na cibercultura pelas crianças em relação aos adultos. Com características de uma pesquisa longitudinal, foi possível observar as crianças ao longo de quase quatro anos, observando seu desenvolvimento e diferenças que podemos perceber em suas relações com e na cibercultura ao longo desse período.
2015
VALÉRIA MARIA NETO CRESPO DE OLIVEIRA LIMA
UMA LIVRARIA ENTRE O SOLAR E A ESCOLA: EDUCAÇÃO, LIVROS E LEITORES NA HISTÓRIA DE AO LIVRO VERDE (1844 -1889)
Esta pesquisa se propõe examinar a instalação da Loja do Livro Verde, casa comercial fundada em 1844, em Campos dos Goytacazes, que vendia livros, dentre outras mercadorias, tendo como objetivo compreender as relações estabelecidas por esse comércio livreiro com o contexto político, econômico, social, cultural e educacional da cidade, entre os anos de 1844-1889, período em que a casa de negócio, criada por José Vaz Correa Coimbra ficou conhecida como Loja do Livro Verde de Coimbra e se firmou como livraria. A loja se associa aos empreendimentos lusitanos da cidade, a partir do século XIX, integrando uma significativa rede de sociabilidade construída por esse grupo. O estudo procura, deste modo, compreender as razões que levaram o imigrante português a instalar seu comércio na cidade, examinar o comércio livreiro, interpretar como essa loja anunciava seus produtos e, especialmente, os livros e outros impressos que atendiam a uma sociedade que se iniciava no mundo escriturístico, com um reduzido público leitor, que foi se expandindo. Valendo-se de jornais, almanaques, relatos de viajantes, cartas e fotografias, interpreta como os livros viajavam da Corte para o município de Campos. A partir dos anúncios publicados por José Vaz Correa Coimbra para a divulgação de mercadorias e livros, voltados para a instrução primária e secundária, para as práticas jurídicas e religiosas, assim como os literários, destinados ao lazer e fruição, a investigação se volta para os possíveis leitores que o ‘mercador de livros’ desejava atrair. Trata-se de uma pesquisa de história da educação que dialoga com a história do livro e da leitura e a história do comércio para compreender a história da livraria mais antiga do Brasil, em funcionamento.
2012
ALEXANDRA LIMA DA SILVA
ESCRITAS DE VIAGEM, ESCRITAS DA HISTÓRIA: ESTRATÉGIAS DE LEGITIMAÇÃO DE ROCHA POMBO NO CAMPO INTELECTUAL
Analisar a viagem que Rocha Pombo realizou aos estados do norte do Brasil como uma estratégia de legitimação no campo intelectual é o horizonte do presente trabalho. Defende-se que a travessia realizada aos estados do norte do país representou um momento excepcional na trajetória profissional do viajante, influenciando a revisão de sua escrita
historiográfica, no movimento de luta por legitimação como autor de livros de História no campo intelectual. Da viagem, o intelectual paranaense trouxe capital simbólico e cultural fundamental para a escrita de seus livros de cunho histórico, consagrando-se como autoridade para falar de temas relacionados à história. A viagem modificou a maneira como o intelectual paranaense passou a escrever seus livros de história, sobretudo no que tange ao lugar dos estados do dito norte do Brasil, bem como, em livros de história ‘regional’. A excursão por diferentes estados foi interpretada como uma ação reveladora de redes de sociabilidade, apoio, prestígio, no movimento construído pelo intelectual em busca de projeção, visibilidade e distinção frente aos concorrentes do campo. Se muitos foram os viajantes que percorreram o Brasil, defende-se que uma das singularidades do viajar na experiência de Rocha Pombo foi motivação em relação à ampliação do mercado consumidor e leitor das obras do autor, publicadas por diferentes editores. A excursão de um autor auxilia no entendimento das tensões e competições do mercado editorial no período, com especial atenção ao público escolar. A travessia realizada por Rocha Pombo pelo Brasil afora permite vislumbrar a existência de diferentes experiências de instrução pelo país, evidenciando a circulação de livros didáticos e de práticas e concepções de educação no período, para além da esfera da capital tida como lócus intelectual e vitrine do progresso e da modernidade. A análise do registro e da prática da viagem em Rocha Pombo o circunscreve no movimento coletivo de diferentes sujeitos e debates acerca da necessidade de projetos de educação para o ‘povo’, na constituição de um país que se pretendia grande, encontrando na diversidade a constituição enquanto povo e nação.
ROBSON FONSECA SIMÕES
ESCRITAS À DERIVA: TESTEMUNHOS EFÊMEROS SOBRE OS TEMPOS DA ESCOLA NAS COMUNIDADES DO ORKUT.
Se na tentativa de evocar o passado escolar, abrirmos com disposição as páginas das redes sociais virtuais, poderemos também nos surpreender com as memórias dos usuários encontradas nas comunidades do Orkut; nas tramas das histórias escolares, os scraps digitais exibem os relatos dos ex-alunos, numa verdadeira exibição do eu. Este estudo traz para a discussão os posts encontrados nas comunidades do Orkut do Colégio Militar do Rio de Janeiro, do Colégio de São Bento do Rio de Janeiro e do Colégio Marista São José do Rio de Janeiro, procurando dar visibilidade a essas escritas autobiográficas virtuais sobre a vida escolar como fontes para a história da Educação. Como esses usuários narram as suas histórias escolares? Quais os relatos mais frequentes? Estas questões me instigam a pensar que o registro das experiências escolares possibilita ao sujeito desnudar-se. No tempo das tecnologias digitais, o usuário move-se sobre teclados, telas, deixando registros de uma vida, que são examinados pelos moderadores. Mas quem são estes sujeitos nas comunidades escolares? Será que eles cumprem os mesmos papéis desempenhados pelos editores? As escritas memorialistas comandam, imperativamente, novas relações com a escrita; essas narrativas não se esgotam numa tipologia textual persuasiva; observam-se laços de ideias e afetos, aproximando os ex-alunos dessas redes sociais virtuais. Quais são os temas mais recorrentes encontrados neste espaço virtual? Estas postagens constituem elos do tecido das lembranças dos sujeitos que não se intimidam em contar as suas histórias nesses novos suportes de escrita. Talvez, a saudade e a solidão busquem acolhimento e companhia nos cliques dos usuários, remetendo-os aos acontecimentos passados; os ex-alunos compartilham experiências, sentimentos e saberes, borrando fronteiras entre o público e o privado; nesse sentido, percebe-se que essas escritas autobiográficas nas comunidades escolares do Orkut também constroem esses sujeitos no suporte digital. Assim, este trabalho procura ampliar a discussão sobre os lugares de memórias da escolarização, buscando contribuir para os estudos da história da Educação.
2011
HELOISA HELENA
MEIRELLES DOS SANTOS
CONGREGAÇÃO DA ESCOLA NORMAL: DA LEGITIMIDADE OUTORGADA À LEGITIMIDADE (RE)CONQUISTADA (1880-1910).
Investigar a forma como a Congregação da Escola Normal se legitimou no cenário político-educacional nos últimos anos do século XIX e nos primeiros anos do século XX é o objetivo de meu estudo. Surgida no Regulamento de criação da Escola Normal a Congregação, era composta pelos professores da instituição que ministravam aulas no curso de formação de professores para as escolas públicas primárias da cidade do Rio de Janeiro. Estes professores eram intelectuais de procedências diversas, com experiência educacional, que se reuniam em sessões, sob a presidência e convite do Diretor da Escola Normal. A legitimação da Congregação foi conquistada pelo Regulamento de 1880, outorgado pelo Governo Imperial e, face ao trabalho e experiência dos congregados à frente desta instituição durante todo um ano, foi-lhes conferido ainda mais poder político, pela elaboração de um novo Regulamento para a Escola Normal, criando-se, então, um grupo diferenciado formado no campo intelectual, pelo conhecimento da formação de professores primários. A Congregação foi extinta em 1888. (Re) conquistando a legitimidade foi criado o Regulamento de 1890, elaborado por Benjamin Constant Botelho de Magalhães, ex- congregado, ex- presidente da Congregação por cinco anos consecutivos e na República ocupando o cargo de Ministro da Instrução Pública, Correios e Telégrafos. Esta pesquisa foi instigada por alguns documentos, ainda não investigados, do Centro de Memória Institucional do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro, que possibilitaram conhecer a ação política- educacional desses intelectuais da Congregação. Tais fontes, confrontadas com outras de várias instituições de guarda de memória, possibilitaram uma visão não só da ação dos congregados, como de sua rede de sociabilidade dentro e fora da Escola Normal, assim como sua procedência, as estratégias utilizadas como instrumento político e o papel de Benjamin Constant Botelho de Magalhães, líder mais antigo deste grupo. A intervenção política da Congregação, advinda do trabalho realizado na Escola Normal, possibilitou que criassem uma autoimagem de executores do processo civilizador em curso no final do Império e início da República. Os embates travados por este grupo mostram a defesa intransigente da legitimação e o uso de instrumentos próprios da intelectualidade para não perdê-la outra vez.
2010
INÊS DE ALMEIDA DA ROCHA
CANÇÕES DE AMIGO: REDES DE SOCIABILIDADE NA CORRESPONDÊNCIA DE LIDDY CHIAFFARELLI MIGNONE PARA MÁRIO DE ANDRADE
A correspondência escrita por Liddy Chiaffarelli Mignone para Mário de Andrade, no período de 1937 a 1945, constitui objeto e fonte privilegiada nesta tese. Na análise das cartas, a investigação esteve centrada em redes de sociabilidade nas quais a remetente estava inserida e desenvolvia suas práticas educativas, avaliando como ela se apropriou de algumas ideias divulgadas e cultivadas em seu convívio social. Pode-se assim, a partir dessa documentação, pensar sobre a vida pessoal e profissional da educadora musical uma vez que a correspondência, inédita, ofereceu dados que outras fontes não ofereciam. Para analisar a correspondência, aproximei-me de fundamentos e de metodologia utilizada por pesquisadores vinculados à História da Cultura Escrita, visando a estudar elementos de suas cartas, atenta aos limites e possibilidades que a escrita epistolar oferece para estudos em História da Educação. Assim, pude lançar novos olhares sobre diferentes temáticas, mais especificamente sobre História da Educação Musical, compreendendo melhor algumas questões relacionadas à amizade entre Liddy e Mário, às ideias que circularam entre o grupo de amigos que gravitavam em torno dos correspondentes e à profissionalização de uma mulher. Nas cartas trocadas, há evidências de algumas redes de sociabilidade sobre as quais destaco alguns aspectos neste trabalho. Refletir sobre os grupos citados nas mensagens escritas possibilitou pensar as relações sociais que Liddy Chiaffarelli Mignone estabeleceu em São Paulo, no Rio de Janeiro, nas viagens que realizou ao exterior, ou mesmo quando do exercício de atividades no campo da Educação Musical, assim como observar significados dessa escrita epistolar para sua vida pessoal e profissional. Problematizar essa prática de escrita demonstrou como, na troca epistolar, a amizade com o destinatário foi se consolidando e qual a imagem que a remetente projetava de si na escrita. O intercâmbio epistolar representou não apenas uma comunicação escrita, mas um espaço para troca de ideias, criação, fortalecimento de vínculos profissionais e afetivos. A análise possibilitou ampliar o conhecimento sobre a prática profissional de Liddy Chiaffarelli Mignone, permitindo analisar suas atividades como cantora, professora de canto e piano, tradutora-intérprete, pesquisadora e sobre um período da Educação Musical no qual, apesar de nomes masculinos virem sendo ressaltados pela historiografia, destacou-se o trabalho de uma mulher que ora apresento.
2008
Jussara Santos
Pimenta
AS DUAS MARGENS DO ATLÂNTICO: UM PROJETO DE INTEGRAÇÃO ENTRE DOIS POVOS NA VIAGEM DE CECÍLIA MEIRELES A PORTUGAL (1934)
A viagem que Cecília Meireles empreendeu a Portugal, em 1934, tornava realidade o projeto de integração entre dois povos, que ela acalentava tantona “Página de Educação” quanto no Centro de Cultura Infantil. Examinar essa viagem envolveu compreender as articulações que resultaram no convite, como os seus interlocutores estavam ligados a empreendimentos que buscavam a promoção das relações luso-brasileiras, as repercussões das conferências que a educadora proferiu naquele país e as formas como os intelectuais portugueses receberam os relatos da experiência educacional brasileira.
2007
Ana Amélia Borges de
Magalhães Lopes
MEDIADORES ENTRE PROPOSTAS EDUCACIONAIS E PRÁTICAS EDUCATIVAS: OS ASSISTENTES TÉCNICOS DO ENSINO NA REFORMA FRANCISCO CAMPOS.
A ação dos assistentes técnicos como mediadores entre as propostas educacionais e as práticas educativas implementadas em Minas Gerais, como parte da reforma Francisco Campos, desencadeada no âmbito da educação, no Governo Antônio Carlos – 1926-1930 –, é o objeto desta investigação, que busca enfocar a escola como produto histórico da interação entre os dispositivos de normatização da prática pedagógica e as práticas dos agentes que deles se apropriam.
